quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A revolução do Povo

Escrevo isto não como um qualquer manifesto, mas sim como um chamada de sentido interno que todos nós seres humanos temos. Senti esta vontade de o fazer, para que possamos, não assumir que o que vou escrever é uma verdade absoluta, porque na nossa realidade, essa é uma percepção que não existe, apesar de acharmos que sim, mas para pararmos uns minutos, ou horas para pensarmos um pouco sobre a nossa vida e sobre as nossas opções. As opções a colocarem-se serão expostas muito brevemente, opções que surgiram e que vão poder influenciar a nossa vida num espaço curto da nossa existência. Ora não falo aqui de nada transcendental ou espiritual, ou de alguma catástrofe que vá surgir e estivesse eu aqui como um profeta a sugerir algum meio de salvação...aí seria mais um profeta falso, a juntar-me aos numerosos que por aí existem e nos gerem a vida.
Falo portanto do evento nacional do próximo dia 23 de Janeiro, as eleições presidenciais para Portugal. Senti esta vontade em partilhar sentimentos e factos com vocês, porque o que vejo no dia a dia é um tormento social e à inteligência do mais humilde ser humano deste país à beira mar plantado. Primeiro que tudo considero imperioso que utilizemos o nosso direito de expressão mais directo que existe em qualquer democracia, o voto. Nas eleições presidênciais em Portugal podemos efectivamente, e ao contrário das legislativas, eleger directamente o nosso maior representante, aquele que pode expressar de uma forma mais democrática a nossa vontade, a nossa história, a nossa cultura e a nossa capacidade de diálogo intercultural e equilibrado, pois um voto representa um cidadão, nenhuma distribuição estatistica é aplicada à nossa cruz, é directo. Devido a tal facto é uma necessidade que nesse dia de 23 de Janeiro de 2011, o povo português vá votar e expressar o que sente. Nenhuma manifestação é mais poderosa num estado democrático que o exercer do nosso direito, conquistado, de voto, mais que qualquer descida da Avenida da Liberdade com cartazes, bandeiras e gritos de revolta, pois aí só os interesses nos ouvem e não são sentidos, com a cruz nas eleições, não há volta a dar, é ouvido e sentido por todos, porque algo pode mudar as nossas vidas.
Por isso, acima de tudo, votem!

Mas para podermos votar correctamente, é necessário que percamos um pouco do nosso tempo a perceber o que pode ser melhor para essencialmente sermos felizes, mas felizes de forma real e não aparente. Essa perca de tempo pode tornar-se num ganho de tempo infinitamente superior ao que perdemos. O que queremos para o nosso presente, para o nosso futuro, para os nossos filhos, no fundo para todos.
Estamos perante 6 candidatos, vindos de várias formas de pensar e de agir, uns com maior representatividade outros com menos representatividade, para a qual temos que perceber se as de maior representatividade são realmente as que nos representam na forma forma de pensar e agir, ou se é o contrário, porque mais uma vez o que vemos pode não ser o que sentimos, e somos enganados pela relatividade da informação.
O mais mediático e conhecido de todos, Cavaco Silva, mostra-nos uma faceta de um estadista, alguém ponderado, honesto e com capacidade para resolver os problemas, ora não podemos estar mais enganados! O sr. Cavaco, é simplesmente de todos os candidatos o pior exemplar da espécie. É importante pararmos para pensar sobre este senhor, foi durante 15 anos, se não me engano, uma figura de prôa na politica portuguesa pós 25 de Abril, 10 anos com Primeiro Ministro e 5 como Presidente, ainda em funções. Se recuarmos no tempo até 1986, a altura da entrada de Portugal na altura CEE, actual UE, Cavaco lá andava a gerir Portugal e a receber por parte da Europa milhõs atrás de milhões, com o intuito de reestruturar Portugal e melhorar o país. O sr. Cavaco na sua grande capacidade conseguiu assim negociar o país em troco desses dinheiros, ditos estruturais, aplicou-os mal e fiscalizou-os ainda pior. Cavaco devia mostrar o que fez com tudo, e acreditem está visivel. Para começar o fim do sector primário em Portugal (agricultura e pescas) foi de sua autoria, na altura recebiamos dinheiro para abater barcos pesqueiros e vinha por exemplo, Cavaco acabou com as produções de siderurgia, acabo com a produção naval (estaleiros de Viana do Castelo) e simplesmente deixou o país descalço, sem capacidade para enfrentar o futuro, colocou-nos dependente dos ditos credores internacionais, aumentou a divida externa portuguesa, não criou estrutura de produção, descurou a educação, a saúde, justiça, a investigação, as artes e apenas desenvolveu em grande as obras públicas, os serviços e criou os monstros corporativistas que gerem este país e nos sugam até ao tutano. Foi com Cavaco que a paródia começou e actualmente contínua, uma vez que durante 5 anos como Presidente da República nada fez para poder impedir ou chamar a atenção, apenas agora durante a campanha vem mandar umas dicas, pois esteve 5 anos a governar também como o mais alto magistrado da nação, este senhor tem culpa e muita culpa e de todos os candidatos é de certeza o mais culpado de tudo o que país não tem! Desresponsabiliza-se contínuamente, mas manteve a panela em lume brando a seu belo prazer, estamos perante um grande candidato hipócrita! Como tal aconselho a investigarem um pouco, a estarem bem atentos a este senhor antes de colocarem a vossa cruz.

Depois temos o que chamo de um bom poeta bailarino, ora Manuel Alegre tem um problema, jlga-se um Mandela português, que não é e depois gosta mais do partido socialista que dele próprio, o que leva a sugerir que em relação aos portugueses, vai depender das marés, se são rosas ou laranjas. Foi e é deputdo desde sempre na era pós 25 de Abril, também tem e teve responsabilidades, pois para manter a sua caneta com tinta para escever os seus poemas, tinha que dar sempre uns abraços aos amigos.É pois mais um que não interessa a Portugal, alguém que sinceramente não inspira confiança e muito menos capacidade para tal função. Mais um que se agradece que não ponham a cruz.

Temos ainda José Manuel Coelho, o seu único e bravo objectivo é chamar a atenção para as problemáticas da Região Autónoma da Madeira, para o seu défice democrático e para as injustiças sociais neste país, não vai ser nunca Presidente da República, mas aconselho vivamente a que o escutem, é de certeza menos palhaço que Alberto João Jardim e um digno representante do povo. No seu caso, além da incapacidade para a função no seu todo émembro de um partido politico, ou seja mais um na organização.

Defensor de Moura, ex autarca, com ligações ao Partido Socialista, deputado na Assembleia da República. Sendo membro de tão cor de rosa partido, parece-me a mim que terá sempre espinhos no caminho, vejo-o com interesse e boas ideias, mas faz parte da máquina óleosa da sociedade, os partidos politicos, o que a par dos outros gera problemas de conflito de interesses e total independência ideológica.

Por fim deixo-vos com aquele que me levou a escrever este texto, o Fernando Nobre.
Fernando Nobre é uma figura que alé de não ter colagem partidária, tem uma obra de vida que sozinha tem muita mais siginficado que quaisquer palavras que os outro candidatos possam transmitir, Fernando Nobre, ajudou e ajuda com eficácia, altruísmo e profissionalismo os cidadãos, seja eles portugueses ou não, estejam eles em Portugal ou não e salvou vidas, coisa que nos actuais politicos, se fizermos bem as contas, quantas vidas não foram já destruídas.
Escrevo isto com intenção pessoal de apoiar com cidadão o candidato Fernando Nobre, de tentar chamar a atenção para que vai votar, que deve analisar com calma todos os candidatos, deve tentar perceber que são na realidade, sem ouvir comentadores pagos, com ligações partidárias, e que acima de tudo não tenha medo, não acredite naqueles que dizem que devemso manter as coisas, que não devemos fazer experiências. Votar Fernando Nobre não é um experiência, para mim é uma certeza, uma certeza na mudança, de elegermos pela primeira vez um cidadão sem ligações partidárias, livre desses dogmas, alguém com uma verdadeira consciência social e uma verdadeira consciência do que é Portugal.
Se achamos que o país está mal, este é o momento para darmos um sinal aos que nos governam que estamos atentos e que queremos respeito,não devemos ter medo quando colocarmos a cruz, nada de mal vai acontecer se Cavaco Silva não for eleito, seria uma benção e um sinal de esperança, Portugal está no limbo e os senhores politicos foram os principais responsáveis, Cavaco é, dos candidatos o mais responsável por tudo e vos garanto não será por ele que as coisas melhoram, porque se assim fosse não teria desperdiçado os milhões da UE e tinham cumprido o seu papel de Presidente na integra e não deixava o país cair no pantanal.

Esta é efectivamente uma mensagem pessoal de um cidadão farto de hipócritas, e um desejo para que estejam atentos e tenham a coragem de lutar por um Portugal melhor, façamos nestas eleições a verdadeira manifestação popular, votemos em Fernando Nobre, um cidadão sem ligações a partidos e com uma capacidade única para ver qual o papel que um Presidente deve ter. Devemos dar uma hipótese aqueles que não são politicos, uma vez que estamos fartos dos politicos

Votem, não faltem e votem no poder da cidadania e com vontade de mudança.

Um obrigado

Nuno Jardim
plebeu-leigo@blogspot.com